Quais os tipos de impermeabilização para a construção?

Impermeabilização na construção civil

A construção civil é baseada em etapas e procedimentos que, se não cumpridos cuidadosamente, afetarão o projeto como um todo, seja ele industrial, comercial ou residencial.

Para que um empreendimento seja bem-sucedido, umas das fases cruciais diz respeito à impermeabilização na construção.

Seu objetivo é proteger a obra da ação de agentes climáticos externos e, por essa razão, esse serviço deve ter um lugar de destaque dentro do cronograma de execução dos trabalhos.

E claro, como todas as demais fases, essa também exigirá um planejamento minucioso, que resultará na escolha dos tipos de impermeabilização mais adequados ao projeto.

Por que a impermeabilização na construção é importante?

A impermeabilização é uma técnica meticulosa utilizada com o propósito de vedar, bloquear e tapar fendas e brechas em materiais porosos, inclusive onde também tenham sido constatadas eventuais falhas estruturais e/ou técnicas no decorrer da obra.

Ela é aplicada em qualquer parte da construção, como muros, lajes, coberturas, paredes em geral, etc.

Uma vez que o serviço seja feito corretamente, as estruturas estarão devidamente protegidas contra a ação das chuvas e outras intempéries, responsáveis pelas indesejáveis (e comuns) infiltrações.

Essa etapa, portanto, deve ser considerada com muito cuidado pelo engenheiro e arquiteto responsáveis pela obra, pois uma impermeabilização deficitária pode colocar em risco toda a integridade da edificação, que assim estará sujeita a oxidação, manchas, bolores e degradação de materiais.

Não é à toa que existem tipos de impermeabilização diferentes, e que cada um deles éexecutado a partir de um projeto específico, a fim de assegurar um ambiente estável, confortável e seguro para seus futuros usuários.

Tipos de impermeabilização

A impermeabilização na construção considera dois padrões que são adotados, em maior ou menor quantidade, seguindo as características construtivas a serem respeitadas (elas indicarão maior ou menor probabilidade de aparecimento de fissuras nos materiais e ambientes).

Após analisar as peculiaridades da construção, poderá ser aplicada a chamada “impermeabilização rígida” ou a “impermeabilização flexível”.

A impermeabilização rígida prepara as superfícies para que recebam substâncias agregadas, como aditivos químicos.

Ela não é propícia para áreas expostas a variações de temperatura ou sujeitas às fissuras (galerias, piscinas, subsolos, etc.).

Já a impermeabilização flexível é empregada em áreas construtivas propensas à fissuração. Via de regra, ela é executada utilizando-se materiais constituídos de polímero e elastômero, formando membranas (moldadas no próprio local da aplicação) ou as chamadas mantas pré-fabricadas (instaladas no local).

Ela é perfeita para ambientes sujeitos ao mau tempo (terraços, coberturas, varandas, lajes, deck com piscina suspensa, pisos frios, etc.).

Técnicas mais comuns e suas finalidades

Os tipos de impermeabilização envolvem técnicas e materiais distintos, de acordo com a superfície e locais a serem aplicados. Os mais comuns na construção civil são:

  • Emulsão acrílica: compõe uma membrana líquida, com a soma da base acrílica com o elemento elastômero. É aplicada em locais expostos (paredes externas, lajes, marquises e coberturas).
  • Emulsão asfáltica: com aplicação feita a frio, esse monocomponente é amplamente empregado em áreas frias, lajes e terraços.
  • Manta asfáltica: composto de polímeros, esse tipo modificado de asfalto tem função estruturante; perfeito tanto para lajes inclinadas quanto planas, além de áreas úmidas ou molhadas (floreiras, reservatórios, piscinas e áreas frias).
  • Argamassa polimérica: constituída a partir da mistura de cimento, polímeros e aditivos, é ideal para reservatórios de água, áreas de subsolo, poços de elevadores, rodapés em geral e piscinas.
  • Calafetador: muito usado para vedar caixilhos, é indicado para o revestimento de juntas, tanto externas quanto internas.
  • Hidrorrepelente: evita absorção de água sem modificar a aparência das estruturas nas quais é aplicado. Muito usado sobre superfícies de concreto aparente e/ou tijolos, bem como telhas de cerâmica, fachadas de pedra e bases porosas.
  • Hidrofugante: utilizado para as mesmas finalidades dos hidrorrepelentes, ou seja, em materiais e produtos que apresentam minerais em sua composição.

É possível dividir o projeto de impermeabilização nas seguintes etapas:

  • Levantamento dos dados estruturais, com análise de memorial descritivo e planta detalhada;
  • Especificação dos materiais e estimativa de custos;
  • Definição dos serviços e mão de obra (descrição em planilha);
  • Fiscalização dos serviços;
  • Orientação dos proprietários, usuários e/ou envolvidos

O projeto deve ainda estar em conformidade com as normas técnicas (ABNT) que regulam os trabalhos nessa área.

A NBR 9575-2003 determina:

  • Em seu item nº. 3, as definições gerais utilizadas no projeto;
  • Em seu item nº. 4, a classificação dos tipos de impermeabilizantes (rígidos/flexíveis);
  • Em seu item nº. 4.2, os tipos de substratos;
  • Em seu item nº. 4.3, os trabalhos auxiliares, necessários para complementação;
  • Em seu item nº. 5.1, os tipos de impermeabilizantes repelentes de água de percolação;
  • Em seu item nº. 5.2, os tipos de impermeabilizantes repelentes de água de condensação;
  • Em seu item nº. 5.3, os tipos de impermeabilizantes que repelem umidade do solo;
  • Em seu item nº. 5.4, os tipos de impermeabilizantes resistentes a fluidos que agem sob pressão unilateral e/ou bilateral;
  • Em seu item nº. 6, a exigência de responsabilidade técnica no projeto arquitetônico e de edificações (em atendimento integral ao disposto também na NBR 13352).

Como o objetivo é a vedação total dos locais a que se destina, a impermeabilização vai muito além da mera aplicação de produtos químicos.

O projeto precisa considerar os aspectos básicos da construção para determinar as áreas a serem impermeabilizadas.

Essa análise deve contemplar a totalidade do projeto arquitetônico (elementos estruturais, estabilização do terreno, hidráulica, instalações elétricas, oscilação de temperatura e pressão locais, etc.).

A ausência de um projeto competente gera inúmeros prejuízos, como vazamentos e infiltrações. O não atendimento às normas técnicas poderá exigir o reparo de partes hidráulicas e/ou elétricas da edificação, provocando ainda alterações no acabamento final da obra e demandando manutenções futuras que reduzirão a vida útil dos impermeabilizantes.

2018-08-27T23:09:48-03:00